REGRA de pareto
O Princípio de Pareto e a “Teoria da Cauda Longa”
Vilfredo Pareto (15/jul/1848 - 19/ago/1923) foi economista, sociólogo e filósofo italiano, observou que 80% da riqueza da Itália provinha de 20% da população e ficou conhecida como a Regra de Pareto (ou dos 80/20).. Desenvolveu o conceito de eficiência de Pareto e ajudou a desenvolver o nascente campo da microeconomia. O princípio de pareto (também conhecida como regra 80/20) diz que para cada fenômeno, 80% das conseqüências vem de 20% das causas. Esta é uma suposição que prega que a maioria dos resultados em qualquer situação é determinado por um pequeno número de causas e este princípio é aplicado em estudos relativos a economia, produtividade, política, desenvolvimento etc e onde mais este “padrão” for observado.
A escolha dos valores 80% e 20% veio da observação de que (em 1906) 80% das riquezas italianas pertenciam a apenas 20% da população. O princípio de Pareto foi generalizado por Joseph M. Duran.
A regra é de enorme simplicidade: 20% das famílias detêm 80% da riqueza. É esta a conclusão a que Pareto chegou. E o que tem de extraordinário é que pode ser aplicada a um sem número de realidades da vida (para o bem e para o mal).
- Será verdade que apenas 20% do que nos dizem as pessoas é responsável por 80% do que interiorizamos?
- Que 20% do que lemos num livro corresponde a 80% da nossa memória desse livro?
- Que 20% das mulheres/homens detém a atenção de 80% dos homens/mulheres?
- Que 80% dos erros que cometemos corresponde a 20% de causas?
O princípio de Pareto (também conhecido como regra 80-20, Teorema de Haddad ou Lei do Comportamento Vital afirma que 80% dos resultados vem de 20% das causas.
Em economia, dá-se o nome de Princípio Pareto, ou Lei 80/20, à um fenômeno que afeta a distribuição do relacionamento entre produtos e fatores num sistema qualquer.
Vilfredo Pareto foi um dos primeiros a notar que 80% das riquezas do mundo estava concentrado nas mãos de apenas uma elite de 20% ou menos da população. Daí o nome "Lei 80/20".
O princípio Pareto que foi aparentemente descoberto em economia não se restringe à esse campo, e tem sido aplicado aos mais diversos setores do conhecimento humano.
A IBM por exemplo, descobriu que 80% do tempo, os computadores estão executando apenas uma fração de 20% dos programas, qualquer que seja esse programa.
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Assim nasceu a idéia de criar processadores RISC, que são processadores projetados para serem rápidos e eficientes apenas na pequena porção de 20% de instruções mais usadas.
Mas o que isso quer dizer?
- 20% das tarefas são essências, 80% são triviais
- 20% do que realizamos traz 80% dos resultados
- Enquanto que os outros 80% de atividades, produzem 20% de resultados
- 80% dos nossos bons resultados são devidos a 20% das nossas ações;
- Estes 80%, na medida do possível, devemos delegar a outrem
- 20% dos produtos ou serviços explicam 80% dos lucros
- 80% do seu faturamento vem de 20% dos clientes;
- Em 10 itens, 2 deles, por si só, valem tanto ou mais que todos os outros em conjunto
- 80% do tempo usamos 20% das nossas roupas (as favoritas);
- 80% dos crimes são cometidos por 20% dos bandidos;
- 80% das riquezas de um país pertencem a 20% da população;
- E por aí vai.
Aplicação da Regra 80/20 (Princípio de Pareto)
Princípio de Pareto - A teoria 80/20 Aplicada a Ganhar Dinheiro na Internet
A regra diz que 80% das atividades são responsáveis por 80% dos resultados.
Dedique diariamente 80% do seu tempo e energia nos 20% que realmente importam para a sua vida e seu negócio. Ocupe menos tempo em atividades de menor valor.
Pareto não manda "escolher" os 20% que geram os 80%,
ele manda "priorizar". A “Regra de Pareto” diz que 20% do que fazemos traz 80% dos resultados, enquanto os outros 80% de atividades produzem 20% de resultados. Procure identificar os 20% melhores e delegar o restante. Pense nisto: às vezes vale mais a pena contratar alguém para resolver o que não traz tanto benefício, mas que igualmente precisa ser feito. Ex: ir ao banco, ao correio, etc. Pode sair até mais barato.
E na prática?
Imaginemos uma loja (com instalação física) com 1000 itens em estoque. Pelo princípio de Pareto, deduzimos (e é o que, geralmente, ocorre) que 80% do faturamento vem da venda de 200 produtos. E os outros 800 produtos que o lojista mantém? Respondem a, apenas, 20% do faturamento.
O que fazer nesse caso? Em Economia nos ensinam equações que nos dizem quantos produtos devemos ter em estoque ( ótimo de Pareto, eficiência de Pareto), a fim de maximizar os lucros.
Isso nos faz “sacrificar” e não estocar produtos abaixo desse nível, a fim de evitar o prejuízo certo. Com isso, vendemos menos.
Mas a dinâmica do comércio mudou de uns dez anos para cá. Com o advento da Internet não precisamos mais manter estoques. Podemos vender sem ter a mercadoria. Vendemos e, DEPOIS produzimos e entregamos.
O leque de ofertas fica maior e o faturamento ganha com isso, já que não precisamos nos limitar aos 20% de produtos mais vendidos.
Um bom exemplo disso é o site Submarino.
A Cauda Longa
Uma distribuição de cauda longa.
Cauda longa (do inglês The Long Tail) é um termo utilizado na Estatística para identificar distribuições de dados da curva de Pareto, onde o volume de dados são classificados de forma decrescente.
No mercado do consumo de bens, é vulgar encontrar curvas deste tipo para ilustrar a procura dos consumidores. Tipicamente, procura elevada para um conjunto pequeno de produtos e procura muito reduzida para um conjunto elevado de produtos. Na Economia Tradicional, os custos fixos de manutenção de estoques e catálogos, permitem calcular um valor para a procura que define a fronteira entre o lucro e o prejuízo.
No caso da Nova Economia, este raciocínio é colocado em causa, muito particularmente no caso dos produtos digitais. Por exemplo, o custo de manutenção de um produto muito procurado é igual ao custo de manutenção de um produto procurado apenas por um número mínimo de consumidores.
Apostar na Cauda Longa, torna-se economicamente interessante, ao contrário do que acontecia antes. No limite, o conjunto dos produtos que existem na zona da Cauda Longa têm um valor comercial equivalente aos dos produtos populares.
Exemplos:
• Na Amazon é possível encontrar livros que são procurados por milhares de consumidores mas também livros que são procurados apenas pontualmente por nichos pequenos de consumidores. Ao contrário do que acontece numa livraria real, os custos associados à manutenção em exposição de produtos muito pouco procurados são iguais, da mesma forma ocorre com o ITunes em relação as lojas físicas de cd´s.
O livro
O livro A Cauda Longa (do original em inglês The Long Tail) foi publicado nos EUA em julho de 2006 e é o resultado de um detalhado estudo desenvolvido por Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired, no qual analisa as alterações no comportamento dos consumidores e do próprio mercado, a partir da convergência digital e da Internet. Trata-se da teorização de um fenômeno já existente e em virtuosa ascensão na indústria do entretenimento, que tem gerado um movimento migratório da cultura de hits para a cultura de nichos, a partir de um novo modelo de distribuição de conteúdo e oferta de produtos.
Antes da Internet, a oferta de produtos era feita única e exclusivamente através de meios físicos: um produto físico, distribuído através de um modelo de distribuição físico, exposto em lojas físicas, que atendiam os consumidores de determinada região. Nesse modelo, os custos de armazenagem, distribuição e exposição dos produtos são muito altos, o que torna economicamente viável apenas a oferta de produtos populares, para o consumo de massa. E é justamente por isso que crescemos acostumados a consumir um número reduzido de mega-sucessos; pop stars, block busters etc. Um varejista tradicional, que tem custos fixos altíssimos para manter sua loja aberta, não tem espaço nas prateleiras para ofertar um produto que não venda pelo menos algumas dezenas de exemplares todo mês. Essa é a cultura de hit.
Com o surgimento do mundo virtual, estamos cada vez mais transformando em bits o que antes era matéria. E é justamente o rompimento das barreiras físicas que torna possível a criação de modelos de negócios de Cauda Longa, em que a oferta de produtos é praticamente ilimitada, uma vez que os custos de armazenagem e distribuição digitais são infinitamente inferiores. Produtos economicamente inviáveis no modelo de hit encontram no meio digital seus consumidores. Por sua vez, os consumidores que antes tinham acesso a um número reduzido de conteúdos, passaram a ter uma variedade quase que infinita de novas opções. E passaram a experimentar mais, consumir produtos que até então desconheciam. É essa variedade e essa nova experimentação que proporcionam as alterações no consumo tradicional (Não é à toa que a geração da Internet é menos fiel às marcas e mais predisposta a consumir novos produtos).
O que antes era um mercado ignorado, não só passa a ter valor como vem crescendo a cada ano. Peguemos como exemplo o mercado de músicas digitais. Somadas, todas as centenas de milhares de músicas menos populares, de bandas menores ou desconhecidas no mainstream (novos nichos), cujas faixas vendem apenas alguns downloads ao ano na iTunes, já representam um volume de vendas equivalente ao dos poucos hits produzidos para vender milhões de unidades.
Importante destacar que o conceito de Cauda Longa se aplica a praticamente todo mercado, inclusive o mercado de mídia. Com a convergência digital, é muito provável uma reorganização na distribuição da audiência, não apenas por conta de alterações nas características dos meios e na maneira como são consumidos, mas principalmente por alterações no próprio comportamento do consumidor.
No Brasil, a Rain Network criou uma plataforma de comunicação baseada no conceito de Cauda Longa, cuja distribuição digital de filmes para cinema tem aumentado o acesso a conteúdos até então indisponíveis para o consumo no país.






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